Não importa qual é o seu caso. O certo é que precisa muito mais do que apoio para vencer esse medo. No meu caso, é uma coisa incrível. Eu queria dirigir. Eu sentia falta. Depois de muita choradeira (isso dá outro post) na autoescola, eu estava habilitada.
| Numa grande viagem pelo Rio Grande do Sul. Primeira vez que dirigi mesmo. Foto Eder Kurz |
Mas o fato é que, eu queria muito, mas era sentar no banco do motorista que eu tremia da cabeça aos pés. Dava uma dor o peito, como se alguém tivesse me apertando. Dava uma vontade súbita de chorar. Nossa, terrível. Só quem tem pânico de direção pra entender!
Porém, era sair do carro que a coisa passava. Quase que como um botão de ligar e desligar. E o mais complicado é que as pessoas não entendem, não acreditam. E pior ainda, ficam dizendo bobagens, debochando, como se fosse uma frescura. Afff, isso dá outro post!
Então, após 6 anos com a CNH na mão, eu ainda não conseguia dirigir. Mas isso está mudando, aos poucos, mas está!
É poluente, mas dá liberdade
Por isso sempre caminhei bastante. Não me apertava não ao ficar a pé. E ando muito de ônibus. Dirigir faz falta, mas andar de ônibus é bom. Eu vou para o trabalho assim. Eu realmente gosto! E há vários motivos para isso:* optar por coletivos é financeiramente mais barato;
* é mais rápido, pois geralmente vai por corredores específicos;
* é uma opção ecologicamente melhor;
* você pode apreciar a vista;
* é menos estressante, pois não precisa ficar procurando vaga para estacionar – nem pagar por uma vaga;
* é uma opção ecologicamente melhor;
* você pode apreciar a vista;
* é menos estressante, pois não precisa ficar procurando vaga para estacionar – nem pagar por uma vaga;
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| Vantagem: viajar de ônibus permite apreciar mais a vista. Foto Dina Cleise de Freitas |
O problema é que tem muita coisa ruim. Conforme o local onde se vive, faltam horários, faltam linhas para os bairros, há lotação demasiada e estressante. Mas ainda gosto de andar de ônibus. Mas precisa melhorar e muito, basta os governos baratearem as passagens, aumentarem as linhas, melhorar o sistema de ar/refrigeração, que muito mais gente vai aderir e com isso teremos menos carros nas ruas... Lá no exterior as pessoas andam de ônibus/trem numa boa... Mas isso é meio que utopia, por aqui, eu sei.
Mesmo sendo mais poluente e custando caro, ter um caro e dirigir faz muita falta. Há momentos que o ônibus não resolve. Complica ir a um casamento num sábado à noite de ônibus, né?! E nem sempre se tem táxi ou alguém com carro à disposição para quebrar um galho.
A solução: ter autoconfiança
Bem, depois de 6 anos habilitada para dirigir mas sem pegar no volante e ouvir muuuuitas piadas de pessoas sem-noção que acham que medo de dirigir é frescura, e realmente fazer falta para meu deslocamento para o trabalho e para minha qualidade de vida mesmo, resolvi dar um jeito. O meu jeito.
Sonhei muito. Sonhei mesmo! Sonhava que estava comprando carros, escolhendo modelos, sonhava que estava na estrada, dirigindo... nos sonhos era tão bom... mas o medo era e ainda é muito grande quando estou acordada!
Aí comecei a organizar minha mente, contei com a sorte para ter a grana, e comprei o meu primeiro carro: um popular, simples, mas muito resistente, sem muitos gastos com mecânica. Um basicão, que por sem muito simples até já saiu de linha. Sim, sem direção hidráulica, sem ar-condicionado, mas tinha rádio e vidro elétrico! E era lindo! E era meu! Ahá!
Por que precisei comprar? Porque sendo meu, eu não precisaria dar satisfação a ninguém. Ou seja, se bater, amassar, arranhar, destruir... o problema é meu! Isso foi importante, pois me deu segurança, “poder” sobre a situação, autoconfiança.
| A cara da felicidade! Autoconfiança é muito importante. Foto: Eder Kurz |
Preparação psicológica
Mas não foi só se preparar financeiramente, era preciso preparo mental, psicológico. Fiz sessões com psicólogo e de regressão, além de muito autoafirmação de que era capaz. Isso tudo para fazer a CNH. Depois de 6 anos, e de muito chorar por medo e pela falta que o carro me fazia, então me impus a tarefa de finalmente dirigir (eu me obriguei, me ordenei!), antes de comprar o carro, fiz um curso de Programação Neurolinguística (PNL) para mudar meus mapas mentais e passar a me ver em novas situações de vida, o que incluía dirigir!
Com o carro já negociado e nos primeiros meses de uso, fiz várias sessões de hipnose. Isso porque eu continuava indo a pé para todos os lados - ou ficando em casa em dia de eventos!!!, mesmo tendo um carro na garagem - por causa do pânico.
Mas com a hipnose e todas as técnicas já aprendidas passei a dirigir, em poucos trechos (todos mentalmente e meticulosamente feitos antes) numa cidade de 60 mil habitantes. Apesar de ser um trânsito menos intenso, por ser cidade pequena, é um pequeno caos, pois o povo acha que por ser interior não precisa respeitar nada no trânsito. Se na cidade grande já é assim.. imagina no interior!
Agora um grande feito
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| Um café para comemorar o feito! |
Nas primeiras cinco vezes (distribuídas ao longo de quatro meses!), deixei o carro na rua, por medo/pânico de entrar no estacionamento. Agora já deixo no subsolo. Mas no estacionamento de cima, não. Enfrentar aquela rampa íngreme é demais para mim ainda!
Mas o bom é que nesta semana consegui um feito! No sábado à tarde, pela primeira vez, fui dirigindo SOZINHA ao shopping. É ou não uma vitória?
Ah, entrei no estacionamento e tudo! Fui pensando em deixar na rua, mas não tinha vaga. Então entrei e fui para o segundo piso, pois no subsolo não tinha mais vaga: nossa, que feito!
Mas foi no shopping que fica quase do lado da firma... sabe como é... aquele trajeto já me é familiar... Nada de inventar roteiros... Ah, detalhe, hoje tenho 13 anos de CNH.
Então, SIM, foi um grande feito! E aos poucos vou fazer mais. E se eu estou conseguindo, qualquer um consegue! Mesmo que demore um pouco! Precisa é acreditar em si!
E aí, alguém se identifica?
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